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Lendas Urbanas

A lenda da Ilha das Sete Cidades


Mariana Moreira

Enviado por Mariana Moreira em 4 de Julho de 2006. Escreva para o autor


A lenda da Ilha das Sete Cidades Uma da lendas mais divulgadas no fim da Idade Média é o da Ilha das Sete Cidades, a qual Fernando de Ulmo - um nobre lusitano - decidiu procurar. A lenda a tratava como uma ilha visitada por um velho navegador que a encontrou por acaso. Nela viviam cristãos espanhóis que tinham abandonado a Espanha durante a invasão árabe. O jovem nobre era noivo da bela Serafina e convenceu-a da urgência de sua viagem, apesar da oposição do pai. Prometendo voltar, conseguiu do rei João o título de Adalantado, ou governador militar da terra que encontrasse. Depois de uma tempestade, seu barco se perdeu dos demais e, depois de passar por um imenso nevoeiro, o navegador avistou uma ilha maravilhosa, não muito longe do arquipélago das Canárias. Ele foi recebido em festa pelos moradores, espanhóis que viviam em grande luxo, ainda como seus antepassados antes da conquista dos árabes. Don Fernando foi seduzido pela filha do Alcaide, mas abandonou-a e voltou a Portugal para relatar a sua descoberta. Quando lá chegou, já haviam passado cem anos, e a sua noiva já havia morrido muito tempo antes. Depois de procurar nos arquivos, encontrou o documento real, mais ninguém acreditava nele. Desesperado e sem recursos voltou às Ilhas Canárias onde os velhos navegadores acreditavam na sua história, dizendo que ele havia estado na Ilha de São Brandão, vista somente em dias sem bruma, mas inacessível. Até morrer, Don Fernando sentava-se num penhasco, procurando a ilha misteriosa. Antilha, onde estaria o rico reino cristão, aparece no mapa do veneziano Pizzigani, de 1367. Desde então muitas expedições foram organizadas para encontrá-la, destacando-se a do flamengo Fernand von Olm, que recebeu autorização do rei João II, em 1486, para achar o paradeiro da ilha, onde estaria localizado o reino cristão perdido das Sete Cidades. É mesmo provável que Colombo, ao chegar ao cristalino Mar do Caribe, tenha dado o nome de Antilhas às terras descobertas por ele, pensando tratar-se da ilha legendária, pois segundo os relatos, ela deveria estar a quarenta dias de viagem a partir da Península Ibérica. A ilha da Antilha perdeu a sua aura mágica, dando seu nome ao Arquipélago das Antilhas. Contudo, as Ilhas Afortunadas, as Sete Cidades, a Ilha de São Brandão e outras evocam ainda mundos esquecidos, regularmente ressuscitados na ficção moderna. O enigma das ilhas fabulosas do Mar Oceano( Atlântico) é lembrado pela observação sobre o mapa-múndi de Johannes Ruysch(1508): “esta Ilha d’Antilha foi descoberta, antigamente, pelos portugueses; agora, quando a procuramos não a encontramos”.

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