País de Gales. Castelos velhos, muito velhos, que parecem contar histórias do passado, histórias de cavaleiros, dragões, donzelas, poderosos feiticeiros, tragédias de amor. Lagos negros onde parecem habitar ninfas e lâmias. Gramados verdes, flores selvagens, bosques escuros e no entanto, belos. Neblina, muita neblina, e chuva.
O Pwcca, ou Puck, é um dos serezinhos assustadores que povoa a mente do povo inculto.
Seu papel varia de divindade, deus, duende e demônio. Seus papéis são quase contraditórios. Sua forma também varia.
Pwcca é um dos seres da floresta. É muito, muito parecido com os nossos Curupiras. Além de trazer má sorte e infidelidade conjugal, espionar a vida de casais, punir severamente esposas infiéis, estragar plantações de pessoas más e assustar caçadores que não respeitam suas caças, muitas vezes ele chega a fazer o mal, e por isso é visto como um demônio.
A forma mais antiga em que Pwcca apareceu foi a de um bode, mula ou cão enorme, com olhos de fogo. Ele só trazia coisas ruins para quem o avistasse.
Depois, sua forma evoluiu para uma espécie de duende, pequeno, com patas e chifres de bode, assim como o deus Pan, só que pequeno como um duende. Ele ganhou a fama de ser protetor das florestas e vingador dos maus feiticeiros. Essa é a forma mais popular. Os esotéricos a cultuam.
Shakespeare o fez narrador de "Sonhos de uma Noite de Verão", com a forma inglesa Puck, um ser travesso da floresta.
Hoje, ele é visto como um pequeno cão, mas tem a função de demônio: só faz acontecer coisas ruins na vida de quem tiver a infelicidade de vê-lo.
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