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Lendas Urbanas

O Romance de D. Pedro e Inês de Castro IV


Ana Oliveira

Enviado por Ana Oliveira em 25 de Março de 2006. Escreva para o autor


A vingança D. Pedro ficou completamente desvairado quando soube da desgraça que se abatera sobre a sua vida. Louco de dor e sofrimento, procurou os cunhados, recrutou um exército e declarou guerra ao pai. Mas em vez de o enfrentar directamente, assaltou castelos, propriedades e povoações que lhe pertenciam, matando e destruindo tudo à passagem. O conflito prolongou-se durante vários meses, o país não aguentava mia tanta luta, houve negociações, finalmente assinou-se a paz. O rei deu ao príncipe poder para julgar crimes e propor algumas leis. D. Pedro jurou que perdoava a todos os que estavam envolvidos na morte de D. Inês mas não foi sincero. Limitou-se a adiar a grande vingança. O pai bem desconfiava das suas intenções. À hora da morte chamou os três fidalgos que o tinham acompanhado no dia fatídicoi e aconselhou-os a fugirem. Eles procuram abrigo em Castela, onde foram bem recebidos e instalaram-se com armas e bagagens julgando-se a salvo. Quando D. Pedro subiu ao trono não hesitou em faltar à palavra dada nem desanimou pelo facto de os assassinos viverem no estrangeiro. Apressou-se foi a estabelecer contactos secretos com o rei de Castela. Em Portugal também viviam nobres castelhanos que andavam fugidodos da justiça; os dois reis combinaram efectuar prisões de surpresa e fazer a troca. O plano resultou, embora um dos assassinos de Inês tenha conseguido escaparà última hora. Os outros, Álvaro Gonçalves e Pêro Coelho, regressaram como prisioneiros e foram condenados à morte. A descrição dos últimos momentos, feita por um grande escritor português chamado Fernão Lopes, é bastante violenta. D. Pedro mandou torturá-los e ele próprio lhes bateu na ideia de confessar se tinha havido mais gente envolvida no crime. Conta também Fernão Lopes que D. Pedro exigiu ao carrasco que lhes arrancasse o coração, a um pelo peito e ao outro pelas costas, e depois quis que se queimassem os corpos. Não perca em : "O Romance de D. Pedro e Inês de Castro V" - "Inês depois de morta foi rainha". Texto retirado do livro: "Uma Aventura na Quinta das Lágrimas" de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, editora CAMINHO

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