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Matérias / Evangelhos Apócrifos
Conheça a história de 2 dos mais importântes fragmentos encontrados: o Papiro 7Q5 e os Fragmentos de Mateus
Enviado por Mateus Fornazari em 18 de Fevereiro de 2003. Escreva para o autor
Responsável pelos sites Sobrenatural.Org, LojaSobrenatural.com.br e Documentarios.Org. É licenciado e bacharel em Ciências Biológicas e Técnico em Processamento de Dados. Programa em GAS-2003 e é especialista em clipper.
- Papiro revolucionário 7Q5
O fragmento 7Q5 foi encontrado na gruta 7 e seria do ano 50 d.C..
Em seu processo de identificação,
em 1972 o papirólogo e paleógrafo jesuíta Pe. José
O'Callaghan trabalhando com o fragmento 7Q5 fez a identificação
visual do mesmo com uma passagem do Evangelho de Marcos, Mc 6,52-53. Entrou
em contato com o Pe.Ignace de la Potterie, que o aconselhou a fazer os testes
no computador, para que não houvessem dúvidas quanto à
identificação. Foi então usado o sofisticado programa Ibycus,
que fazia pesquisa em toda a literatura greco-romana até então
conhecida e em todos os outros textos da antiguidade. A única identificação
que o programa acusava era a mesma passagem do Evangelho de Marcos apontada
por O'Callaghan. Não havia dúvida quanto a identificação:
ela estava correta!
Mesmo assim muitos da comunidade internacional de teologia se levantaram contra
a identificação de O'Callaghan. Estavam acostumados com as teorias
de Bultmann que dizia que muito pouco se podia saber historicamente a respeito
do conteúdo dos Evangelhos. A Escola das Formas de Bultmann e os teólogos
liberais datavam os Evangelhos muito tardiamente, dizendo que eles foram escritos
pelas comunidades posteriores aos apóstolos e não pelos próprios
evangelistas. Para Bultmann, tudo o que não pudesse ser comprovado historicamente,
era enquadrado na categoria dos mitos, daí o seu trabalho de desmistificação
dos Evangelhos. Para aqueles que queriam seguir o Cristianismo só restava
a fé, e a fé sem constatação histórica. Mas
a fé pressupõe uma base racional. Fé e razão não
são dois pólos contrários que se degladeiam, mas a razão
concorre para a solidificação da fé. Somente uma fé
ingênua se implanta em bases não históricas. A Escola das
Formas foi em parte aceita (com o seu método histórico-crítico)
pela Igreja Católica com a Encíclica "Divino afflante spiritu",
de Pio XII, de 30 de setembro de 1943, quando ainda não havia sido descoberto
nem identificado o fragmento 7Q5. Hoje, porém, a Escola das Formas é
vista com sérias reservas.

A primeira parte do rolo 1QH
- Os fragmentos de Mateus do Magdalen
Em 1994, o papirólogo alemão Carsten Peter Thiede revendo fragmentos antigos do Novo Testamento, deparou-se com os do Evangelho de São Mateus guardados no Magdalen College, em Oxford, na Inglaterra. São três fragmentos do capítulo 26 de S. Mateus, escritos na frente e no verso. Observando-os melhor, constatou que eles possuíam uma escrita que não era de uma data tardia (início do segundo século, como se presumia anteriormente) mas deveriam ter sido escritos no máximo pelo ano 50 d.C.. Isto era extraordinário! Estes fragmentos pertenciam a uma cópia do Evangelho de Mateus, o que significa que o original era ainda anterior a esta data.

Papiro de Cobre, contendo instruções
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