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Matérias / Histórias Incríveis

A Criatura dos Subterrâneos do Colégio


Luiz Hasse

Enviado por Luiz Hasse em 13 de Junho de 2005. Escreva para o autor


Uma brincadeira idiota com o menino mais nerd da escola provoca uma incrível descoberta!

PRÓLOGO

Para gente como Carlinhos, a pior hora da escola é o recreio.

Com quatorze anos, o menino teve poucos amigos, nenhuma namorada. É tímido. Não se destaca em nenhum esporte. Nunca ganhou uma briga. Não consegue dizer nada com a voz muito alta. No entanto, suas notas são excelentes, sua inteligência é rara, seu desempenho em tudo o que faz com o cérebro é enorme.

Não é de se admirar que, tão diferente daquele estereótipo que todo o adolescente busca encarnar, ele sofra a tiranização daqueles de cérebro menos capaz, mas de mais ousadia e agressividade, que, talvez, lá no fundo, se ressintam e sintam inveja de sua vasta gama de talentos. E a melhor maneira de disfarçar esta inveja é com desprezo e humilhação.
E é na hora do recreio que tudo acontece.

O colégio é grande demais para que todas as coisas que acontecem no recreio sejam vigiadas. E mesmo que nada passasse desapercebido aos olhos dos inspetores de disciplina, muitos dos piores valentões que se divertem nestas horas são filhos de gente importante. Num colégio particular, isto os absolve de quase tudo. E aí então, gente como Carlinhos, que ali está em função de uma bolsa de estudos conseguida por suas excelentes notas no primeiro grau, que vem de uma família humilde, e não tem a imunidade necessária, acaba sendo jogada em latas de lixo, tendo papéis grudados nas costas com dizeres de “chute-me”, tendo livros jogados no chão, lanche roubado, muitas vezes apenas para ser jogado fora, ou então precisa aturar apelidos toscos. Pode não parecer grande coisa quando lembramos de tantos outros jovens que sofrem com a miséria, a violência, abusos dos pais, são obrigados a mendigar, roubar ou se prostituir. Mas para quem está num lugar que dá a impressão de que a vida é uma grande festa, e você não foi convidado e nem o será, estas coisas são ruins o suficiente para fazer com que se deseje ser capaz de ser invisível.

Por causa disso, naquele recreio em particular, Carlinhos havia conseguido a permissão para ajudar a velha bibliotecária do lugar a organizar alguns volumes. Isto levaria a semana inteira, e o livraria do peso de ter que estar no mesmo pátio imenso que os outros.

O colégio é grande. Foi uma mansão no século XIX. No começo do século XX foi transformada em uma instituição de ensino. Desde então, passou a ser ampliada cada vez mais, embora todos os diretores e a administração em geral tenham se esforçado para manter, por uma questão de estilo, as mesmas características arquitetônicas do edifício original. Isto acabou transformando o lugar num labirinto com nuances de mansão gótica.
E nossa história começa no exato instante em que Carlinhos, que se esgueirou pelos corredores em direção à ampla biblioteca assim que o sinal para o recreio soou, acaba de chegar às portas do lugar, que o esperam abertas...

I

- Oi, Carlos – disse a bibliotecária, tão logo ele chegou – dois amigos seus vieram te ajudar também.

Com o canto de olho, Carlinhos consegue ver, atrás da velha senhora, os dois “amigos”. Ambos com uniforme do colégio, como ele, mas com bonés virados para trás deixando o topete sair pela abertura posterior. Expressão maliciosa e sorridente. Os dois têm cerca de dezessete anos, e ambos estão na mesma série que ele. Seus nomes, Márcio e Jonas. Jonas, o mais astuto dos dois, assim que foi visto por Carlinhos, colocou um dedo sobre os lábios sorridentes, como a dizer:

Não ouse mencionar que não deveríamos estar aqui!

Carlinhos sente um arrepio. Aqueles dois são sinônimos de encrenca, pelo menos para ele. Enquanto a velha bibliotecária, cujo nome lhe escapou naquele instante, virou-se para selecionar algumas edições que ele ajudaria a empilhar, os dois se aproximam e ficam lado a lado dele. Carlinhos é magro, mais baixo que ambos, o que é natural, dada a diferença de idade, e usa óculos grossos. O cabelo cortado curtinho não permite topetes.

-O Cacá falou com a professora e disse que precisava de mais gente pra empilhar estas tralhas! – disse Jonas.

-Livros! – gritou a velha.

-É! Livros! E a gente se ofereceu! - completou Márcio – Não é, Cacá?

-Âhn...

-E a professora disse que ele iria nos mostrar uma pilha nova de doações lá embaixo. Vamos voltar com ela em instantes.

-Tudo bem – resmunga a mulher – tenham cuidado nas escadas.

Cada um dos dois coloca uma mão no ombro ou no cotovelo de Carlinhos, como é chamado pelos professores que simpatizam com ele, e os três saem.

-Gente... – murmura ele pelos corredores – eu não sei o que a professora disse, mas... essa pilha de doações...

-Não tem doação nenhuma, trouxa! – diz Márcio – Foi só pra te livrar daquela chatice!

-Mas... por quê?

-Por que a gente tem que te mostrar uma coisa.

Os três estão andando pelos corredores e buscando uma das escadarias. Começam a descê-la. É um lugar pouco transitado, e pouco iluminado. Àquela altura, deserto. O colégio é grande demais. Se eles quiserem lhe dar uma surra, ninguém vai ouvi-los.

-Lembra do Neves, o antigo zelador? – pergunta Jonas.

Claro que ele lembra. Um velho esquisito, de poucas palavras e expressão gelada. Fazia três semanas que não era visto na escola. Há duas já havia um zelador novo, bem mais jovem e alegre. Algumas meninas já suspiravam por ele.

-Aquele que foi embora?

-Ele não foi embora. Não reparou como ficamos uma semana sem zelador, e sem explicação nenhuma? Ele foi assassinado!

Carlinhos empalideceu. Do que Jonas estava falando? Como é que eles sabiam?

-Mas quem...?

-Não foi uma pessoa – disse Márcio sorrindo – foi um monstro!
Então era isso. Uma pegadinha. Uma brincadeira macabra e imbecil. Eles o julgavam mais otário do que o normal.

-O colégio é muito antigo, Cacá – ele odiava este apelido – e foi construído em cima de um cemitério. Dizem que, há uns cinqüenta anos, um professor de biologia descobriu uma entrada pra uma cripta. E fez umas experiências lá.

“Eu também já assisti Re-animator, seu cretino!” - Carlinhos tem vontade de gritar.

-Dizem que o resultado é uma coisa... uma criatura meio viva e meio morta que vive nas catacumbas do colégio. E que nunca morre... mas está sempre com fome.

-E como é que vocês sabem disso?

-Porque a gente viu ela, seu trouxa! – disse Márcio – Ela e um pedaço do Neves. E agora a gente quer te mostrar.

-Mas o que eu...

-Tu não é o gênio da turma? – diz Jonas, desenhoso – A gente quer que tu dê uma olhada, e nos diga se a gente está certo em pensar que foi a criatura. Sabe, a mão dele...

-Pára! Não inventa história! E eu não sou nenhum médico legista pra...

-Tá nos chamando de mentirosos, babaca?! – o sorriso de Márcio se desfaz subitamente, e ele para na sua frente.

Acabaram de chegar ao térreo. O corredor em que a escadaria desemboca está completamente deserto. Ele está completamente desprotegido e vulnerável. Calado. Suando frio.

-Relaxa, Márcio – diz Jonas – se a gente não tivesse visto, também não ia acreditar. Faz o seguinte, dá uma olhada no que a gente achou e depois tira tuas próprias conclusões.

Com um gesto, Jonas faz com que os dois o sigam. Dão a volta e vão parar embaixo do primeiro lance da escadaria. Há ali uma portinha discreta, quase invisível, provavelmente um pequeno depósito de material de limpeza ou de tralhas velhas. Deveria estar trancada, como a maioria das portas deste tipo, mas Jonas retirou do bolso uma chave enferrujada. Virou-se para os dois e disse.

-Só dá uma olhada, Cacá. Depois, se quiser, a gente nem fala mais desse assunto.

Ele parece estar falando sério. Sério demais para uma brincadeira. Se os dois quisessem apenas atormentá-lo, poderiam ter feito um milhão de coisas que condizem melhor com seu intelecto, como, por exemplo, amarrá-lo no corrimão e abaixar suas calças, deixando ali para ser visto pelos primeiros que passarem.

E, além disso, Jonas está parecendo um cara legal pela primeira vez. Como se realmente quisesse que ele examinasse o que eles encontraram.

-Tudo bem – diz Carlinhos, ainda um pouco em dúvida – mas como era a criatura, e onde vocês a viram?

-Não deu pra ver direito. Parecia um homem agachado, roendo alguma coisa, e fugiu quando viu a luz. Mas deixou o que estava roendo no chão, antes de sumir por um buraco num canto escuro. E era uma mão humana, com aquele mesmo anel estranho que o Neves usava. E isso foi neste quartinho aí dentro. Vamos lá?

Um anel que mostrava um pentagrama toscamente pintado onde deveria haver uma jóia. Muito comentado.

-Tudo bem, vamos dar uma olhada.

Jonas sorriu. Abriu a porta. Lá dentro, viu-se um interior maior do que se poderia supor olhando de fora. Estava repleto de mesas e cadeiras velhas empilhadas, e, para entrar, primeiro abaixava-se a cabeça e depois se descia quatro degraus. Jonas foi o primeiro, Carlinhos o segundo. Márcio veio logo atrás.

Não era possível discernir com exatidão o tamanho do lugar. Havia pilhas de trastes até o teto, e a luz que entrava não alcançava nenhuma parede visível, somente elas. A impressão era a de complicada e sufocante infinitude.

A porta se fechou e tudo ficou em trevas. O facho de uma lanterna nas mãos de Jonas mostrou o aposento novamente. Grande. Sem janelas. Sufocante. Ele foi guiando, entre duas filas de mesas empilhadas. Parou junto a um armário. Chegou para o lado e disse.

-Dá só uma olhada, Carlos.

Carlinhos se aproximou, e curvou-se sobre o objeto que Jonas apontava no chão. Engoliu em seco. Era uma mão.

A mão de plástico de um manequim. Estava escrito com corretivo líquido no pulso.

TROUXA

Antes que pudesse pensar, as mãos fortes de Márcio o empurraram pelos quadris e ele mergulhou de nariz no chão. Um barulho infernal de mesas sendo derrubadas e gargalhadas ecoou atrás dele. Levantou-se, tentando desbloquear o caminho inutilmente, enquanto ouvia os outros dois se afastando. Rindo alto, sem medo de serem ouvidos.

Escalou desajeitadamente a pilha de mesas. Tropeçou e rolou para o outro lado, sentindo a dor de futuros hematomas em vários pontos do corpo. Levantou-se mancando e gemendo e tentou correr. Viu Jonas, sorrindo, parado junto à porta. Esperava por ele.

-Vamos, lá, Cacá! Velocidade! Força! Você consegue!

Carlinhos pisou em alguma coisa que deslizou e caiu de novo. Era uma perna de mesa. Levantou com ela nas mãos e gritou de raiva, correndo em direção à porta ainda aberta.

-Tchau, seu merda! – disse Jonas.

A porta se fechou e o aposento ficou totalmente escuro. Carlinhos continuou correndo e tentou abrir a porta. Bateu com as mãos. Chamou os dois. Gritou. Deu pancadas com a perna de mesa cilíndrica até ficar com os dedos roxos. Ninguém o atendeu. O colégio era muito grande.

-Vocês me pagam! Eu juro que vocês me pagam!

Em seguida, apoiou-se na porta e começou a chorar. Por que com ele? Por que sempre acontecia com ele? Algum dia tinha feito algum mal para aqueles dois? Algum dia tinha feito algum mal para qualquer pessoa? Não. Nunca tinha. E todo o mundo o achava um idiota. Jonas e Márcio viviam arrumando brigas, desprezavam e atormentavam todos que eram mais fracos, gostavam de machucar os outros. E todo o mundo os achava legais...

Acalmou-se. Alguém iria acabar aparecendo. Ia tirá-lo dali. Ele voltaria para a casa e para a escola no dia seguinte. Não comentaria nada com ninguém, e nem ninguém com ele. Mas sentiria as pessoas rindo às suas costas, quando a história fosse contada com orgulho pelos dois.

E a vida continuaria.

Mas, neste exato instante, algo inusitado aconteceu.

Parado, de frente para a porta, esta visível apenas pela silhueta desenhada pela luz do lado de fora em torno da madeira, ele ouviu um ruído suave atrás de si. Vindo de lugares mais profundos e escuros daquele aposento, esgueirando-se silenciosamente entre os entulhos, atraído pelo estardalhaço, alguém acabara de chegar atrás dele, e só agora sua presença invisível era notada.

Carlinhos sentiu, com horror e repugnância, uma mão gelada e viscosa pousar sobre seu ombro direito. Suas pernas pareceram se tornar colunas de chumbo e suas mãos crisparam-se em torno do pedaço de madeira que era sua única e débil defesa.

...continua...

Páginas desta matéria:

28 Comentários para "A Criatura dos Subterrâneos do Colégio". Deixe o seu

  • power ranger amarelo power ranger amarelo | 22 de Junho de 2007

    è uma boa história, você deveria ser escritor.
    Eu vim dasmais profundeza do inferno,donde tu nunca imagino que eu tenha vindo, eu so o filho de demonio, dolucifre do belzebu,so a pio criatura do univreso,vim ispalha os mal, as coisa ruimm ispalha, botá os filho dos otro na maconha, espalha maconha...

  • Priscilla Freitas Cardoso Priscilla Freitas Cardoso | 14 de Dezembro de 2006

    cade a continuação da historia ... muito boa para não ter fim...

  • Matheus Colares Matheus Colares | 30 de Setembro de 2006

    Muito bom! Ótimo!
    Quero ver a continuação....

  • Luiz Fernando Luiz Fernando | 6 de Maio de 2006

    O conto foi muito bem elaborado...prosseguiu num tempo certo e foi como se estivesse assistindo a cena dum filme...com a descrição das situações...o menimo trocou a vida de seus ammigos....pela sua...e ainda vingou-se...um caso interessante...e digno do bom suspense de antigamente.

  • Thiago Thiago | 14 de Abril de 2006

    Otima história cara...parabens pra quem escreveu

  • Geancarlo Puntel de Souza Geancarlo Puntel de Souza | 26 de Janeiro de 2006

    baaaa site mtu massssaaaaaaaa!!!!! vo passa pros meus amigos mtu showwwwww se tiver + historian como a do monstro da escola me passse plzzzz =)

  • Geancalro Puntel de Souza Geancalro Puntel de Souza | 26 de Janeiro de 2006

    Q LEGAL!!!!! ESSE HISTORIA FICA MELHOR A CADA MINUTO MTU MASSA!!! se tiverem + historias assim manda pro meu e-mail por vavor ^.^

  • Geancalro Puntel de Souza Geancalro Puntel de Souza | 26 de Janeiro de 2006

    hhooo queria ler o resto da historia =( como ela acabou???? manda pro meu e-mail pra... e mtu massa esse site!!!

  • Elis Elis | 17 de Janeiro de 2006

    Kra, muuuuuuito boa a historia!.......Bem bolada!...Q criatividade!....PARABENS!!!!! PS.: c puder m mandar umas assim, ou ateh mesmo cômicas, por e-mail pra eu mandar pros meus amigos eu agradeço =)

  • O Observador O Observador | 6 de Dezembro de 2005

    Pô, quem é esse Luiz Hasse? O cara é muito bom mesmo... Escreve bem, conhece a língua muito bem, não maltrata o português como se vê muito neste e em outros sites... Simplesmente, PARABÉNS...

  • matheus matheus | 4 de Dezembro de 2005

    para quem nao sabe, para ver a outra parte basta voce subir ate o topo da pagina. e na esquerda vai ter um menu, ai vc seleciona o cap 2 depois o cap 3. é so isso.

  • Rosana Pinto Rosana Pinto | 3 de Dezembro de 2005

    Não esntendi, vocês colocam ...continua... cadê a continuação??

  • Davi  :/ Davi :/ | 1 de Dezembro de 2005

    Pô muitobom mais queria saber como ler a outra parte,mais se soubesse ia ficar com medo de ler por que estou com 9 anos de idade e estou indo para 5ª série e só vou fazer 10 em abril...

  • dani dani | 19 de Novembro de 2005

    como eu vejo a outra parte?

  • Lucas Modena Lucas Modena | 30 de Outubro de 2005

    Mto bom cara quero ler a outra parte agora. Parabéns!!!

  • William William | 30 de Outubro de 2005

    O Carlos parece comigo aos 14 anos ...

  • Digite seu nome! Digite seu nome! | 18 de Outubro de 2005

    cara. naum acredito que essa estoris se muito real naum em,se fosse real como vc soube do montro das falas? muita imaginacao a sua! boa sorte!!

  • Nathan Bichels Rosa Nathan Bichels Rosa | 4 de Outubro de 2005

    Para Para, fiqueo 10 minutos aki achando que seria uma história pelo meno com um fim, estav bocejando pra caramba já, até uqe vejo a seguinte palavra ¨CONTINUA¨. Pelo amor de Deus

  • Mileni Mileni | 11 de Setembro de 2005

    Esta escrita tao bem pensada colocando o leitor na viagem da leitura,como se estivessemos fazendo parte do elenco....Parabens e tudo de bom!!!

  • Ariane Ariane | 20 de Agosto de 2005

    Realmente, interessantíssimo. Aliar bom enredo com fluência na escrita e doses de bom humor, não é p/ qualquer um. Muito boa a história, o escritor e todos aqueles que pediram por mais contos seus! Tb anseio por eles! :^D

  • Samara Conte Samara Conte | 4 de Agosto de 2005

    Luis. Gostei muito da sua história. ´Com toda a certeza voce é um escritor. E dos bons! Parabéns!

  • Luiz H. Luiz H. | 8 de Julho de 2005

    Obrigado a todos os que me prestigiam aqui. A internet é ótima para que escritores amadores, que não tem o respaldo que o sistema econômico dá a outros autores já estabelecidos, possam se expressar. Sou o autor desta e informo que o dono deste site tem vários contos meus inéditos e completos - vocês têm me ajudado a me manter no ar, junto com outros amigos meus, nós todos colaboramos aqui, não há "estrelas" além dos leitores.

  • Carlos Serrazine Carlos Serrazine | 30 de Junho de 2005

    Realmente muito bom! Bem escrita e com um enredo interessante! Muito bom e eu tenho certeza q vc pode fazer ainda melhor! Parabéns!

  • Rubao Rubao | 29 de Junho de 2005

    Muito criativa sua história... parebéns...

  • Yasmim Yasmim | 28 de Junho de 2005

    Doida essa história, mas é divertida!!! Termina logo... Tô ansiosa p/ ler o resto

  • Bruno Alucard Bruno Alucard | 28 de Junho de 2005

    Muito bom! adorei essa historia! esperei ancioso para chegar a terça feira q ia ser ler o final dela! Você q escreveu ela? se foi está de parabéns! e se tiver mais alguma historia, conta! acho q não digo só por mim...

  • Kodig Kodig | 16 de Junho de 2005

    Excelente !!!! suas estorias são geniais !!!! escreve logo o restante.. to ansioso pra ler !

  • Murillo Murillo | 13 de Junho de 2005

    Muito legal essa história!!!!!!!!!!

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