Matérias / Histórias Incríveis
Enviado por Katerine Canabarro e Luciana Tazinazzo em 5 de Novembro de 2005. Escreva para o autor
Tudo conheça quando uma garota senta ao lado de um rapaz sem saber quem ele era realmente....
-Posso
me sentar aqui?
Era o que Sara perguntava ao moço solitário sentado
no canto da danceteria. Ele parecia uma pessoa reservada, mostrava
até uma certa insegurança, mas era muito bonito.
Atrás de seus óculos, via-se belos olhos verdes.
Seu cabelo era negro e liso e era dono de um belo porte. Trajava
um casaco de couro preto e uma blusa azul escura e calças
jeans. Em uma de suas mãos via-se um copo de uísque
e na outra uma antiga fotografia, preta e branca. Com a cabeça
baixa, logo disse:
- Claro, estamos em lugar público.
Dizendo isso, soltou um belo sorriso, no qual mostrava a perfeição
de seus dentes.
Logo que sentou, Sara olhou para a foto.
- Posso ver?
- Claro. Aqui está.
Olhou para a foto e viu a imagem de uma mulher muito parecida
com ela: cabelos pretos, alta, olhos verdes e pele branca.
- Quem é ela?- indagou Sara.
- É minha mãe, quando era jovem. Ela me deixou quando
eu tinha apenas cinco anos de idade. Fiquei sozinho com meu pai.
– O homem falava da mãe com uma certa frieza mostrada
nos olhos.
- Que triste! E por que você ainda guarda uma foto dessas?
- Para lembrar que não posso confiar em tipos como ela!
Sara se calou por um momento. Algo lhe dizia que não era
muito bem vinda naquela mesa.
- Meu nome é Sara Mass.- disse ela, tentando quebrar o
silêncio estendendo a mão direita.
- O meu é Elias Pen - respondeu ele com a voz baixa - prazer
em conhecê-la.
Sara não conseguia tirar os olhos da fotografia. Queria
saber mais sobre a foto. Algo lhe chamava, de certa forma, a atenção
dela naquela foto.
- Diga-me, - começou ela.- sua mãe era daqui da
Inglaterra?
- Sim, era.- respondeu Elias friamente.
- Desculpe se estou me intrometendo em sua vida pessoal...
- Tudo bem pode perguntar o que quiser!- disse ele com um sorriso.
- Por que ela o deixou?
Ele pensou por um momento. Abaixou sua cabeça, fitando
o copo de uísque.
- Ela conheceu um outro cara. Eles fugiram. Mas, até achava
bom isso Ter acontecido! Ela me espancava muito. Ainda tenho várias
cicatrizes nas duas pernas. Era onde ela mais gostava de bater.
Vivia bêbada. Era o tipo de mulher que fazia e ainda faz
de tudo para acabar com a vida do próprio filho.
- Nossa! Mas e o seu pai?- perguntou Sara, com uma expressão
de espanto.
- Meu pai enlouqueceu. Foi parar num manicômio. Está
lá há uns 15 anos. Foi parar lá quando eu
tinha nove anos. Tive que ficar com minha avó paterna.
Ela cuidou de mim até completar 18 anos. Agora moro sozinho
numa casa.
Sara não conseguia desviar o olhar das mãos de Elias.
- Mas, - começou ela.- sua avó não te batia
como sua mãe, não é?
- Não. Mas me ensinou coisas valiosas.
- Como o que?- perguntou Sara com um sorriso no rosto.
- Por exemplo, que não posso ficar parado e ver as coisas
acontecerem. Tenho que destruir o que destruiu minha vida, e construir
uma vida nova.
Ficaram cerca de uma hora e meia conversando. Foi o tempo de conversa
que durou para Elias convidar Sara para visitar sua casa.
A casa de Elias não era longe. Cerca de três quilômetros
dali. Quando estava quase parando o carro, Sara percebeu que era
um lugar quase deserto. A vizinhança devia ficar a uns
150 metros dali. A casa era razoavelmente pequena, mas em compensação,
o muro de cimento tinha mais de 2 metros de altura.
- Chegamos!- disse ele abrindo os braços como se quisesse
mostrar a casa.
Era uma casa simples, de madeira. Na sala tinha um sofá
de couro para três pessoas, uma televisão 14 polegadas,
um abajur todo branco e no chão um tapete, que aparentava
ser Persa.
- Bela casa!- exclamou Sara.- Simples e aconchegante!
- Mas, - começou ele de costas para ela.- o lugar que mais
gosto, é o porão!- disse isso se virando em direção
a ela.
- E o que tem nesse porão?- perguntou ela interessada.
- Espere e verá, mamãe.- disse isso com um sorriso
estampado no rosto.
Sara, a primeiro momento não tinha se tocado do que Elias
acabara de chamá-la. “Mamãe”.
Foram até a cozinha, onde ficava a porta que tinha como
destino o porão. Elias acendeu a luz fraca, e começou
a descer as escadas. Sara estava atrás dele. Quando chegaram
lá, Sara teve uma surpresa. Uma surpresa que iria acabar
com sua vida.
No porão, ela se deparou com duas cadeiras. Nas cadeiras,
estavam sentadas duas mulheres, uma em cada, com um pano na boca.
Uma corda amarrava os braços e outra amarrava as pernas
delas. Elas estavam, a princípio, inconscientes, viradas
para uma parede. Logo que eles chegaram ao porão, as duas
acordaram com uma expressão de medo. Mas, o que mais amedrontava
Sara, era o fato das mulheres serem iguais. Cabelos pretos longos,
olhos claros, pele branca e magras. As duas estavam nuas e com
dois cortes, um em cada braço, que pareciam tatuagens.
No braço esquerdo, as inicias “E. A. P.”, no
direito a palavra que mais assustara Sara: “Mamãe”.
A memória de Sara se voltou a sua chegada a casa. Ele a
chamara de “Mamãe”.
- Não falei para vocês ficarem calmas que eu traria
mais uma companheira?- Disse Elias às outras mulheres com
um sorriso.
- O que... o que é isso?- perguntou Sara, já sabendo
a resposta e ao mesmo tempo a temendo.
- É o meu jeito de construir uma nova vida, como minha
avó me ensinou!- respondeu ele sorrindo ainda.
- O que você quer com elas?- perguntou Sara quase chorando.
- O que eu quero com elas? Não, você formulou a pergunta
errada! A pergunta certa é: “O que eu quero com vocês!”.
Agora, se você quiser tentar fugir, tudo bem, mas já
vou avisando que não vai adiantar porque o muro tem quase
três metros de altura e tem arame farpado. Ou seja, ou você
morre aqui e agora e poupa uma dor desnecessária, ou você
morre como duas de minhas vítimas morreram, e sem ninguém
para ajudar, pois afinal, estamos num lugar deserto!
- Dor desnecessária?
- Sim, você provavelmente vai estar inconsciente! Era o
que minha avó dizia: “Acabar com a dor sem sofrimento!”
Sara não conseguia respirar de tanto medo. Olhava para
as outras mulheres como se quisessem ajuda. Mas, não adiantava.
Todas estavam no mesmo barco, afundando. Elias fitou todas por
um momento. Olhou para um retrato de uma senhora que estava em
cima de um pequeno armário. Uma bela senhora de cabelos
soltos, lisos e brancos que batiam nos ombros. Mas, pelo seu corpo,
não aparentava Ter mais de 60 anos. Era magra, mas não
ao extremo. Trajava um vestido branco, liso. Tinha poucas rugas
e olhos castanhos. A única maquiagem que tinha no rosto,era
um batom vermelho na boca.
- Foi isso que aquela senhora ali-dizia ele apontando para o retrato.-
me ensinou durante a vida! Amar apenas os que te amam!- dizia
isso com uma voz de choro.- Mas tem um problema: a pessoa que
deveria Ter me ensinado a amar me abandonou! É isso que
ganho por Ter amado minha mãe! – começou a
observar sua avó.- Imagina como ela deve estar feliz em
saber de minha boa ação! Acabar com a raça
de quem quase acabou com a vida de nossa família.- dizia
isso com a maior calma do mundo.
Elias parecia descontrolado. Começou a chorar, pegou o
retrato da avó e jogou com força no chão.
- Pena que não está mais viva para poder apreciar
o único neto.
Todas as mulheres choravam, choravam muito. Mas nem chorar, nem
nada no mundo era a solução. Elias molhou o pano
com um pouco de clorofôrmio que ainda sobrava. Foi por trás
de Sara, que reagiu por muito tempo, até não agüentar
mais, e respirar dentro do pano.
Quando Sara desmaiou, Elias tirou sua roupa e colocou-a sentada
em uma cadeira de frente para a parede, como as outras duas estavam.
- Quem vai querer ser a primeira voluntária de minha boa
ação? Infelizmente meu clorofôrmio acabou,
então não vai haver anestesia!
Quando Sara acordou, estava tocando “
Lucy in the Sky with Diamonds” uma música dos “The
Beatles”. Percebeu que ainda estava virada para a parede.
Olhou para o lado e não viu nenhuma das outras moças.
Infelizmente, aquilo estava longe de ser só um pesadelo.
Então, tomou coragem, e finalmente ousou olhar para trás.
Foi a cena mais chocante que viu em toda sua vida.
Elias acorrentou uma das mulheres na parede e começou a
espanca-la nas pernas. Estava sem camisa, o que mostrava um enorme
corvo nas suas costas. Não só matou a mulher, como
também fez questão de abri-la do peito até
a barriga, para depois, sem nenhum motivo, tirar-lhe o coração
e ficou olhando para ele durante algum tempo. Depois, tirou-lhe
todos os órgãos internos. Sara ficou chocada. Uma
lágrima correu em seu rosto. Elias, então, depois
do que fez, abaixou a cabeça, como se estivesse cansado.
Ficou com a cabeça baixa durante uns cinco segundos, até
que levantou bruscamente. Sara levou um susto.
- Vamos à última voluntária!- disse ele como
se estivesse contente.
Sara não conseguia tirar os olhos da mulher morta e estripada.
Sabia que isso iria acontecer com ela também.
- Ah!- disse ele para Sara com um sorriso malicioso no rosto.-
Você já acordou, mamãe?
- Eu não sou sua mãe!- respondeu ela agressiva.
- Lógico que não!- retrucou ele, com uma pequena
pausa.- Mas poderia ser!
Ela começou a chorar.
- Calma!- disse ele com a maior paciência do mundo.- Outro
dia trago mais uma companheira!
Quando ele disse isso, Sara cuspiu na cara dele. Ele só
limpou sua cara e disse:
- Você não está sendo uma boa menina!
- Volta para o inferno!- respondeu ela agressiva novamente.
Elias não respondeu nada. Apenas agarrou Sara com toda
a força que tinha e amarrou seus punhos na parede com duas
algemas.
- Nossa!- Elias fez uma cara de espanto.- Esqueci de uma coisa!
Ele pegou uma faca, e com ela escreveu em um de seus braços
“ E. A. P.”, e no outro, “Mamãe”.
Sara gemia de tanta dor.
- Agora sim! Posso terminar meu trabalho!
- Seu filho da puta! E sobre a tal dor desnecessária?
- Ah! Esqueci de avisar que o clorofôrmio acabou, não
vai haver anestesia!
Sara soltou um forte grito. Mas não adiantava. Não
havia ninguém para ouvir.
O dia estava nublado. A policial federal Jennifer
Sanders analisava o local do crime de três mulheres. Um
porão encardido e escuro. Quase não dava para se
ver nada. Tinha poeira em todos os móveis.
- Senhorita Sanders!- gritou o delegado Spencer - Aqui estão
as fotos das mulheres que você me pediu!
Disse isso dando a Sanders as fotografias. Eram três mulheres
muito bonitas. Cabelos escuros, olhos claros e pele branca.
- É! Com certeza não passa de mais um assassinato
em série!- respondeu Sanders analisando as fotos.
- Sem dúvidas!
- Onde está o assassino?
- Está preso na penitenciária municipal.
- Podem voltar para Liverpool. Eu ficarei em Londres.
- Mas aonde você vai ficar?
- Acho que vou ficar por aqui mesmo. Assim fica mais fácil
a investigação. Não há nada como entrar
na mente de um assassino para saber o porque de sua loucura.
Nessa mesma noite, Jennifer, na sala da casa,
ouve o som de um corvo. Olhou para a janela e lá estava
ele, parado, olhando para ela. Seu olhar era fixo e mostrava uma
certa curiosidade e um certo temor. Jennifer se aproximou do animal
e sentiu calafrios por todo o corpo; a cabeça girava com
se tivesse levado uma pancada forte. Teve um pesadelo: sonhou
que era o próprio assassino. Sentia-se uma pessoa forte
e imponente. O orgulho que sentia de si mesma, tornava-a ainda
mais forte. Viu-se arrombando uma outra casa. Nela havia uma mulher
morena com olhos claros e com uma expressão de pavor claramente
mostrada em seus olhos. Nisso, tirou um canivete de seu bolso
e avançou na direção da mulher. Nessa hora,
Jennifer acordou. O relógio mostrava que eram 3:30 da madrugada.
Estava no porão. Não entendia como chegara lá.
Não se lembrava de nada. Ainda tonta, conseguiu levantar-se
e ficar sentada. Olhou para o canto de uma das paredes do local
e avistou a sombra do corvo projetada em um objeto que antes não
estava ali na hora da investigação. O corvo saiu
pela janela.Ela aproximou-se do objeto.Era um baú de madeira
velha e úmida, literalmente podre. Viu que o cadeado já
estava arrombado. Abriu o baú, e viu coisas, aparentemente,
importantíssimas para sua investigação.
No baú, estavam objetos pessoais do assassino. Ela viu
um retrato da avó de Elias, um livro do Edgar Allan Poe
e um disco dos “The Beatles”.
- Mas qual a conexão entre esses objetos?- se perguntou
Jennifer.
Mas Jennifer estava muito cansada para se preocupar com isso.
O que mais queria era deitar no sofá e dormir.
Jennifer acordou com a luz do sol em seu rosto.
Eram 9h: 14min. Se vestiu e foi comprar alguma coisa no mercadinho
para comer. Quando retornou a casa, o relógio marcava 9h:
29min. Colocou as compras em cima da mesa e se sentou. Quando
fez isso o telefone tocou.
- Jennifer!- gritava a voz do outro lado do telefone.
- Alô? Senhor Spencer!- disse ela em resposta.- Aconteceu
alguma coisa?
- Houve um assassinato a duas quadras de onde você está!
Nessa hora, Jennifer ficou gelada. Colocou um casaco nos ombros,
pegou um biscoito e saiu em direção ao local do
crime.
Quando chegou na casa, Jennifer teve uma grande
e desesperadora surpresa.Tinha a impressão de já
ter tido estado naquela casa antes.
- Seu nome era Marta Lavigne. Foi assassinada ontem. Quer dizer,
pela madrugada-Disse o Delegado Spencer.
- Que horas?- perguntou Jennifer, temendo a resposta.
- Aproximadamente, às 3h: 30min.
Jennifer se sentiu gelada por dentro. Algo muito estranho estava
acontecendo ali.
- O mais estranho é que não há marcas de
digitais.- disse o delegado.
Jennifer precisou se sentar.
- Você está bem, Jenni?- perguntou o delegado, passando
a mão em sua cabeça.
- Estou.- respondeu ela com os dedos da mão esquerda sobre
a testa.- Mas, quem pode ter sido? Elias está na cadeia!
O delegado olhou para os próprios pés. Passou a
mão direita na própria testa, e finalmente disse:
- Ele morreu ontem às 7:00pm. O mataram na prisão.
- Mas por que vocês não me ligaram?
- Seu telefone não atendia!
- Como não atendia? Eu fiquei na casa o dia e a noite inteiros!
Jennifer começava a ficar cada vez mais confusa. Tinha
certeza de não ter ouvido o telefone tocar. Saiu daquela
casa batendo a porta. Estava extremamente nervosa.
Chegando em casa, a primeira coisa que resolveu
fazer foi analisar o conteúdo do baú. Tirou tudo
o que tinha nele. O disco, o livro e o retrato. Mas, percebeu
algo que não tinha visto antes. No fundo do baú,
como escondido, estava uma carteira de identidade. A foto era
de Elias, quando criança. Devia ter uns dez anos quando
a foto foi tirada. Era um menino encantador. Igual ao Elias adulto,
mas com cabelos tipo “tigelinha” e um olhar que mostrava
uma certa inocência. Mas, algo estava errado. Ao olhar o
nome do garoto, viu que não estava escrito “Elias
Allon Pen”, mas sim, Charles Skold Dant.
Isso confundiu ainda mais Jennifer. Ele tinha mudado o próprio
nome. Mas, por que?
Começou a analisar a foto da avó de Charles. Percebeu
umas letras minúsculas ao canto da foto. As palavras escreviam
o nome da senhora: Lucy.
Pegou o disco dos “The Beatles”. Começou a
analisar as faixas, até que o nome de uma música
lhe chamou a atenção.
- “Lucy in the Sky with Diamonds.”- exclamou ela,
olhando fixamente para o nome da música.
Se lembrou que quando criança ouvia essa música
com a mãe. Começou a lembrar e cantar a letra da
música, tentando encontrar algo.
- “ ...Flores de celofane amarelos e verdes/sobressaindo
em cima de sua cabeça/ procure a garota com o sol em seus
olhos/ e ela se foi.../ Lucy no Céu Com Diamantes!”-
Estava conseguindo encaixar as pistas.- Mas, e o livro?
Nesse momento pegou o livro. O título era “Histórias
Extraordinárias” Começou a folhear o livro,
e um poema lhe chamou a atenção: “O Corvo”.
Se lembrou que Charles tinha um enorme corvo nas costas, e, logo
depois, se lembrou da visita do corvo noite passada.
Olhou o nome do autor. “Edgar Allan Poe”.
- Elias Allon Pen!- disse ela - E.A.P! E a quantidade de letras
é o mesmo!- dizia isso para si mesma.
Alguém bateu na porta. Ela guardou tudo e foi atender.
Era uma senhora com um vestido preto longo, cabelo comprido e
branco. Seus olhos eram muito azuis.Havia muitas rugas em seu
rosto.
- Posso ajudar em algo?- perguntou Jennifer.
- Não.-respondeu a velha.- mas tenho certeza de que eu
poderei lhe ser muito útil.- disse isso entrando na casa.
- Eu acho que não conheço a senhora...-disse Jennifer.
- Não, não conhece mesmo.-disse a velha passando
a mão sobre o sofá de couro.- Mas eu sei quem você
é. Me chamo Golda.
- Meu nome é...
- Jennifer já sei!
- A senhora é da polícia, por que não lembro
da senhora...
- Não! Sou de um lugar muito longe.- disse isso com um
ar misterioso.
Jennifer não sabia quem era ela e nem o que pretendia.
Estava com um certo receio e medo. A velha se sentou no sofá.
- Sente-se, criança!- disse Golda.- Não precisa
ter medo de uma velha como eu.
Sem mesmo saber quais as intenções da velha, Jennifer
se sentou.
- O que a senhora quer?-disse Jennifer enquanto se sentava.
- Você errou a pergunta, querida! A verdadeira pergunta
é: O que você quer!
- Como assim “o que eu quero?”
- Vejo que você está muito confusa sobre algo. Não
sabe o que fazer. Você tem dúvidas.
- A senhora é algum tipo de...
- Bruxa?- perguntou a velha movimentando o pescoço para
frente.
- É.- respondeu Jennifer, meio apreensiva.
- Digamos, que sou algo, além disso.
Jennifer coçou a cabeça. Não estava entendendo
nada.
- Diga, senhora Golda, o que a senhora sabe sobre mim?
- Como vou saber? Nem você sabe nada a respeito de si mesma!
Mas, não é sobre você que você quer
saber, apesar de no final das contas ser isso que você vai
descobrir. É sobre algo que você acha até
bobo.
- Bem, na verdade, estou trabalhando num caso, e não posso
dar detalhes por ser sigiloso. Só que já consegui
ligar todas as pistas, e só uma não bate!
- Qual?
Jennifer tinha dúvidas se perguntava ou não. Tinha
medo de a pergunta ser muito boba ou infantil.
- O que é um corvo? Quer dizer, o que ele significa?
Golda pôs a mão direita sobre o queixo, fitou Jennifer
e olhou para o teto.
- Bem, -começou Golda.- alguns tipos de pessoas acreditam
que um corvo é capaz de levar a alma de alguém que
já morreu. Mas se essa alma ainda pertencer a essa dimensão,
o corvo a traz de volta, provavelmente para se vingar.
- Se vingar?
- Sim! Provavelmente algo em sua vida não foi resolvido.
Jennifer olhou para as próprias mãos. Isso estava
ficando cada vez mais preocupante.
- Bem, -disse a velha.-tenho que ir!
As duas se levantaram quase ao mesmo tempo, e Jennifer abriu a
porta para Golda sair.
Já eram 7:00pm. Jennifer estava dormindo
no sofá.De repente, ouviu o som de um corvo. Acordou assustada.
Olhou para a janela, e lá estava ele, parado, olhando para
ela. Ela se levantou e foi em direção a ele. Quando
chegou perto, começou a passar mal e desmaiou. Sonhou novamente
que era o assassino, e matava uma mulher no parque. Quando acordou,
estava no porão. Por que sempre que acordava parava lá?
Eram 7:48pm.
Começou a subir as escadas do porão. Quando chegou
na cozinha, o telefone tocou.
- Senhorita Sanders, temos uma emergência no parque municipal
de Londres!- dizia Spencer do outro lado da linha.
- O que aconteceu?
- Outra morte!
Jennifer estava com tanto medo que nem queria ir, mas era sua
obrigação. Pegou o carro e partiu em direção
ao local. Chegou lá quando estavam colocando o corpo num
saco preto. A família da moça estava toda reunida,
chorando sua morte.
- Coitada!- disse Spencer.- Era tão jovem e bonita!
Jennifer estava muito preocupada para pensar nisso.
- A que horas ela foi morta?- perguntou ela temendo a resposta.
- Ás 7:48pm.
- Preciso ir! – disse ela virando as costas para Spencer.
Quando Jennifer foi embora, Spencer percebeu algo. Haviam marcas
de unhas no corpo da vítima, marcas essas que formavam
a palavra “MULHER”.
Jennifer entrou na casa. Deitou no sofá
e adormeceu. Sonhou com Golda.
Golda, porém, não parecia estar contente. Estava
com uma cara de brava.
- Seu reflexo é a verdadeira face de sua alma!- disse Golda
fitando Jennifer. Virou as costas desapareceu.
Nesse instante, Jennifer acordou. Desceu as escadas e foi ao porão.
Esvaziou todo o baú, mas não encontrou nenhum espelho.
Até que percebeu que o baú tinha um fundo falso.
Com muito esforço e suas unhas grandes, conseguiu tirar
o fundo. Lá dentro, tinha um espelho com decorações
de corvos.
Ao olhar o seu próprio reflexo, teve uma surpresa. O que
via, não era ela. Era Charles. Olhou para as próprias
mãos e teve mais uma surpresa: Suas unhas estava com sangue.
Olhou para a janela e viu o corvo. Seus olhos eram negros como
as próprias penas. Foi quando ele voou, deixando um bilhete,
onde estava escrito: “Obrigado, mamãe”.
(Katerine Canabarro e Luciana Tazinazzo)
a estoria parece um fato real, muito aterrorisante, mas adorei gosto muito de mistério mas eu queria saber o que acontece com a jenefer? será que ela morre?
eu achei a estoria muito aterrorisante mas eu amei adoro contos de terror!
Bom realmente a estoria ta otima!
mas como alguns aki naum entendi algumas partes,principalmente a do corvo..Obrigada mamae?
Pq?quem era a mae?Oo
Bom,o resto ta otimo e muito claro parabens
[sexta feira 13 hoje..O/]
a historia n é ma de todo!!mas realmente tem promenores k n escapam aos olhos dos leitores mais desatentos,k e o caso das horas das mortes das vitimas...mta história para um fim tão rápido,mais parecia para despaxar!!mas a históiria esteve boa!!!cpts
A historia foi mt boa mas, o final ficou meio confuso ...
NOssa meu já li muitas historias mais essa eh a melhor de todas parabens
Gente....Achei essa estoria muito INTERESSANTE mais na entendir o final,nao entendir mesmo,mais tirando isso,esse texto foi nota 1000...AMEI!
Nossa...fiquei imprecionada... primeira vez q venho a esse site e fikei admirada com o texto..!!!
Esta historia e realmente incrivel mas como tudo pode acontecer nao me admira que isto possa ser relmente real!!!!!Continuem a escrever historias destas!!!!
Esta historia e realmente incrivel mas como tudo pode acontecer nao me admira que isto possa ser relmente real!!!!!Continuem a escrever historias destas!!!!
Se a foto era preta e branca como Sara pôde ver q a moça tinha olhos verdes?
Realmente eu gostei e esse final foi de arrasar. Parabéns
Adorei a estória, pois tem um ritmo bastante intenso. É do tipo que quando começamos a ler não paramos até chegar ao final. Não sou de ficar procurando contradições nesse tipo de texto, pois acho que quebra o clima, contudo uma coisa chamou a minha atenção: "...tirou um canivete de seu bolso e avançou na direção da mulher. Nessa hora, Jennifer acordou. O relógio mostrava que eram 3:30 da madrugada. Estava no porão." "- Seu nome era Marta Lavigne. Foi assassinada ontem. Quer dizer, pela madrugada-Disse o Delegado Spencer. - Que horas?- perguntou Jennifer, temendo a resposta. - Aproximadamente, às 3h: 30min." "... Quando acordou, estava no porão. Por que sempre que acordava parava lá? Eram 7:48pm. Começou a subir as escadas do porão. Quando chegou na cozinha, o telefone tocou." "- A que horas ela foi morta?- perguntou ela temendo a resposta. - Ás 7:48pm. - Preciso ir! – disse ela virando as costas para Spencer." O primeiro assassinato que Jennifer cometeu foi APROXIMADAMENTE às 3:30pm, até aí tudo bem, já que ela poderia ter matado Marta Lavigne às 3:00pm, voltado à casa de Elias e acordado às 3:30pm, considerando que o tamanho e distância entre as quadras sejam pequenas. No segundo assassinato, o delegado Spencer foi categórico e preciso ao informar o horário da morte, ou seja, EXATAMENTE às 7:48pm, o mesmo horário que Jennifer acordou no porão. Como ela poderia matar uma mulher jovem, provavelmente vigorosa e que mostraria alguma resistência, escreveria a palavra "MULHER" com as unhas, no corpo da mulher e ainda voltaria ao porão da casa em menos de um minuto? Sendo que a vizinhança mais próxima está a 150 metros, imagine o parque. Como disse a estória está bem escrita, e gostei da associação dos objetos na trama. Gostaria de saber se vocês têm outras do gênero. Abraços, Wesley Fernandes.
excelente a história, mas agora me respondam uma coisa, katerine e luciana:aonde voces foram para mandar a sua historia, pois eu estou tentando mandar uma, mas nao sei aonde vou. escrevam a resposta para o meu email, obrigado.
Adoramos a história, ela é bem chocante porém não entendemos muito bem pois deixou uma certa sombra de dúvidas. ABRAÇOS
ok! Entendi!! realmente me confunfi. só achei um tanto bizarro a história do baú e a tentativa de fazer um link entre os objetos...mas ok, valeu!
Gente, muito obrigada pelos comentários! Quanto às pessoas que não entenderam, leiam novamente, ou escrevam para o e-mail acima, ok? Muito obrigada, mesmo! Beijos a todos!
a + ou - dois anos visitando este site com frequencia, é a primeira vez que leio algo com muita qualidade. Parabens!!!!!
O q está escrito é 150m e ñ 150 km!!! E ñ entendi bem a história, mas está mto bem escrita!!!
Luiza, eu respondo suas perguntas: "A casa de Elias não era longe. Cerca de três quilômetros dali. Quando estava quase parando o carro, Sara percebeu que era um lugar quase deserto. A vizinhança devia ficar a uns 150 metros dali. " Como vc pode ver, a vizinhança ficava a 150 METROS, o que é diferente de 150 QUILOMETROS... Andava-se 3 QUILOMETROS do bar até a casa do Elias, a casa dele ficava a 150 METROS das outras casas. 150 metros deve valer uns 5 minutos de caminhada, e é relativamente longe para um assassinado, pois ninguem ia ouvir os gritos da vitima. Mas essa distancia não é grande pra um mercadinho, já que vc não precisa gritar pra pedir oq quer no mercadinho, basta ir la... E é perto pra ir andando. A policial ficou na casa dele pra investigar, ela tem uma teoria que se você viver onde o assassino vive, você entende a loucura dele, olha esse trexo: "- Acho que vou ficar por aqui mesmo. Assim fica mais fácil a investigação. Não há nada como entrar na mente de um assassino para saber o porque de sua loucura. " Acho q é só isso A historia eh mto boa abraço pra todos
Oi, legal o conto, mas algumas coisas nao tentendi. Por exemplo: Eles estavam num bar e depois foram para a casa do tal do Elias, que era a 3 Km do Bar. Mas a Casa era deserta a 150 KM da vizinhança, logo: O BAR TB ERA DESERTO. Então eu pergunto: O que a mulher foi fazer num bar no meio de lugar nenhum? Outra: Porque a policial ficou "morando"na casa do cara? Precisava ficar lá para investigar? outra: As pessoas que morreram moravam perto da tal casa. ou seja: O vizinho mais próximo nao estava a 150 KM !!! Tinha até mercadinho perto da casa! Abraços!!
Esta história está excelente! Muito boa mesmo!
Gostei da história, muito bem escrita, mas não entendi o final, alguém pode me explicar?
Este é um espaço para você expor suas opiniões, porém, evite ofensas, excesso de gírias ou palavrões.
* (campos obrigatórios)
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