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Matérias - Enviado dia 12 de Junho de 2006

José Bonifácio de Andrada e Silva

Conheça a história de José Bonifácio e sua ligação com a maçonaria.



Que José Bonifácio de Andrada e Silva foi o Patriarca da Independência todo mundo sabe. Agora, o que raras pessoas têm conhecimento, é que esse verdadeiro herói nacional, além de hábil político, que ao longo de sua vida buscou de forma corajosa defender os interesses da nação, antes e depois da nossa Independência, desenvolvendo importante papel na formação do Brasil, foi também abolicionista, naturalista, minerólogo, poeta, (usando o pseudônimo de Américo Elísio), advogado, filósofo e Grão Mestre da Ordem Maçônica do Brasil, (Grande Oriente), responsável pela iniciação de D. Pedro I, que adotou o nome heróico de Guatimozin.

José Bonifácio era membro de uma família integrante da aristocracia portuguesa, nasceu em Santos, no litoral da então Capitania de São Paulo, no dia 13 de junho de 1.763. Em 1.777, foi para a cidade de São Paulo, onde freqüentou aulas de gramática, retórica e filosofia como ensino preparatório para o ingresso na universidade. Em 1.780, viajou para Portugal, matriculando-se na Universidade de Coimbra nos cursos de Filosofia Natural e de Direito Canônico, nos quais se formou, respectivamente, em 1.787 e em 1788.

No século XVIII, a exploração de minas conheceu um auge considerável devido ao crescimento das necessidades ligadas à revolução industrial. José Bonifácio especializou-se em mineralogia e minas, tendo sido admitido como sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa (1.789), onde atingiu o cargo de Secretário perpétuo (1.812). Integrou o grupo de intelectuais que se reunia em torno de Domenico Vandelli, partilhando a visão de que o domínio da natureza era capaz de gerar riquezas e que, portanto, necessitava ser conhecido e explorado científicamente.

Entre 1.790 e 1.800, viajou pela Europa como bolsista (naturalista e mineralogista) da Coroa, tendo frequentado aulas e academias na Alemanha, Bélgica, França, Holanda, Itália, Hungria, entre outros. Retornando a Portugal, ocupou a cátedra de Metalurgia, especialmente criada para ele, na Universidade de Coimbra (1.801), sendo, em seguida, nomeado Intendente Geral das Minas e Metais do Reino, pela Carta Régia de 18 de maio de 1.801. Ocupou ainda outros cargos em Portugal, como os de membro do Tribunal das Minas, administrador das antigas minas de carvão de Buarcos, diretor do Real Laboratório da Casa da Moeda.
À época da Guerra Peninsular, alistou-se no exército português, tendo combatido as tropas de Napoleão Bonaparte e alcançado a patente de tenente-coronel.

Retornou ao Brasil em 1.819, tornando-se um dos elementos de confiança do Príncipe-regente D. Pedro de Alcântara e um dos artífices da Independência. Nesse contexto, tornou-se vice-presidente da junta governativa de São Paulo (1.821).

Com a declaração da Independência do Brasil (1.822), foi nomeado Ministro do Interior e dos Negócios Estrangeiros. Eleito, no mesmo período como Deputado à Assembléia Constituinte, as suas idéias liberais conduziram à sua demissão do Gabinete em julho de 1.823, e à sua detenção, após a dissolução da Assembléia pelo Imperador, em novembro do mesmo ano.
Banido para a França (1.823), viveu no exílio próximo a Bordéus até que, em 1.829, lhe foi permitido retornar ao Brasil. Com a abdicação de D. Pedro I (1831), foi nomeado tutor de seu filho, o futuro D. Pedro II. Novamente detido em 1.833, pelo regente Diogo Antônio Feijó, que o destituiu do cargo sob a acusação de conspirar para o retorno de D. Pedro I, abandonou a vida política e passou o restante de seus dias em reclusão na ilha de Paquetá, no interior da Baía de Guanabara, onde veio a falecer no dia 06 de abril de 1.838, na idade de 75 anos. Embalsamado, fora o seu corpo transladado, três dias depois, para o Rio de Janeiro, e depositado na Igreja da Ordem Terceira da Nossa Senhora do Carmo, onde ficou exposto até o dia 25 do mesmo mês, data em que sua filha, D. Gabriela Frederica Ribeiro de Andrada, o trouxe para Santos, sendo sepultado na capela mor da igreja Nossa Senhora do Carmo, segundo sua expressa disposição testamentária.

Atualmente, seus restos mortais jazem ao lado dos despojos de seus ilustres irmãos, Antônio Carlos, Martim Francisco e o padre Patrício Manuel, num monumento situado em Santos, na Praça Barão do Rio Branco, no. 16, denominado Pantheon dos Andradas, o qual foi inaugurado no dia 07 de setembro de 1.923, muito mais que um lugar misterioso, é um templo consagrado à memória de três insignes santistas que amaram a Pátria com entranhável carinho.


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