Depois do surgimento da Egiptologia, graças à campanha de Napoleão no Egito e à descoberta da famosa pedra de Roseta em 1799, compreendeu-se que a civilização egípcia havia atingido uma incrível e complexa forma cultural, milênios antes que a Grécia ou Roma. E foi cobrada outra imagem quando, entre o pó do deserto, os arqueólogos passaram a realizar algumas importantes descobertas. Aos poucos, incríveis restos foram sendo encontrados nas regiões do Oriente Médio, os quais revelavam requintes de sofisticação e conhecimentos inimaginados para culturas tão antigas. As descobertas alertaram sobre a existência de uma única cultura-mãe, responsável pelo exercício de uma enorme e radical influência em todas as culturas locais, provocando desdobramentos importantes ao longo dos séculos seguintes, inclusive, com conseqüências até os dias de hoje. Porém, resulta difícil explicar para os cientistas como foi possível que, num distante passado, seres humanos desprovidos de quaisquer meios de desenvolvimento, como os atuais, pudessem construir, tão rapidamente, uma civilização, cujas bases existem até hoje, ou cujos conhecimentos científicos serviram para sustentar muitas das descobertas atuais.
Segundo o escritor americano Zecharia Sitchin, em tempos remotos, seres extraterrestres vieram para a Terra, estabelecendo um importante relacionamento com alguns seres humanos. E, em especial, com algumas poucas culturas que consideraram interessantes a seus propósitos, provocando grandes saltos civilizatórios, continuando, inclusive, a influenciar a humanidade até nos dias de hoje.
Escrita cuneiforme
Todas as descobertas realizadas até o momento apontam que uma antiga e fantástica civilização surgiu repentinamente, sem qualquer processo gradual ou transitório de desenvolvimento, por volta do ano 4000 a.C., isto é, há pelo menos 6 mil anos até hoje. E tudo isso ocorreu ao sul da antiga Mesopotâmia, exatamente, nas regiões do Oriente Médio, atual Iraque, particularmente entre os riosTigre e Eufrates. Além do mais, ninguém sabe ao certo qual foi a origem desse povo, pois sua linguagem e cultura não apresentam antecedentes identificáveis.
De acordo com um grande número de achados arqueológicos, foi possível descobrir que invenções como a roda, o forno e os ladrilhos, já faziam parte do seu conhecimento tecnológico havia muito tempo, dando a entender que, provavelmente aqui, surgiram pela primeira vez em nosso mundo. Também foi aqui onde a religião, os templos e o sacerdócio se originaram, onde as cidades literalmente floreceram com prédios de vários andares, palácios requintados, portos para navegação e o comércio, além de uma incrível rede de irrigação e canalização de água potável. Um sistema legal com leis, cortes, juízes, advogados e promotores também existiu, não deixando nada a desejar em relação à modernaestrutura atual. As artes, então, como a música, a dança e a pintura, enfim todo esse segmento, proliferaram amplamente. De igual forma a educação e o ensino gozavam de escolas e academias onde se aprendia de tudo, inclusive medicina, química, matemática e outras ciências.
No meio de todos esses conhecimentos e conquistas, também se encontra a escrita, levada adiante dentro de um processo amplamente sofisticado de gravação. Recibos, contratos, códigos, leis, processos judiciais, arquivos reais, documentos históricos, dicionários de oustras línguas e muitos trabalhos literários e científicos foram registrados em pequenas tábuas de barro, num processo de escritura chamada "cuneiforme". As pequenas tábuas eram gravadas ainda frescas e moles, sendo que, quando secavam, se tornavam registros permanentes. Ao longo das escavações, foram encontradas centenas de milhares destas tábuas de argila, sendo que agora podem ser lidas e traduzidas. Em algumas delas, existem também contos épicos que relatam a vinda de entidades estranhas ao mundo e ofertam o conhecimento da civilização ao homem; ou hist´rias míticas de antigos dilúvios universais; e, até, a busca da imortalidade. Entre o enorme acervo de tábuas existentes, foram achados desenhos esquemáticos e desenhos para decorar, ilustrar ou registrar a título do cabeçalho, isto é, para evidenciar a origem do documento como hoje fazemos ao nível empresarial ou político. Em muitos casos, os desenhos eram realizados com uma espécie de sinete ou selo feito em metal, pedra ou cerâmica onde, ao rodá-lo no barro mole, deixava gravado em baixo ou alto-relevo o seu desenho. Cabe destacar que o acesso aos textos dessa civilização chamada de "suméria" (por pertencerem à civilização de "Súmer") foi conseguido através das descobertas de dicionários de documentos escritos em línguas de outras culturas (Acádica/Suméria), o que permitiu ir decifrando gradualmente o significado da escrita, já que não existiam antecedentes da evolução da mesma.
A civilização suméria encontrou seu apogeu por volta de 1500 anos, resistindo heroicamente a mais de século e meio de assédio político por parte de seus vizinhos do norte, os acádicos (reino de Acade). Mas, por volta de 2000 a.C., as investidas dos amoritas e elamitas acabaram com a sua estrutura, destruindo-os como civilização autônoma. Porém, as suas conquistas tecnológicas e culturais sobreviveram, vindo a influenciar as culturas próximas como a dos babilônios e dos assírios, inclusive, a dos judeus.
Os sumérios não somente impactaram o mundo em que viveram, mas também o mundo científico atual, pois têm demonstrado possuir uma alta sofisticação cultural em tempos incrivelmente remotos, mas principalmente, por possuir um conhecimento astronômico que somente hoje podemos confrontar, descobrindo que esses primitivos habitantes do Oriente Médio conheciam mais coisas do espaço há 6 mil anos do que nós atualmente.
Fonte: Coleção Planeta - Extraterrestres entre nós, Volume 2
A Pedra de Roseta
Tábuas de Argila, com escrita cuneiform
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