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Notícias - Enviado dia 4 de Julho de 2011

Doenças e a crença néscia em possessão demoníaca 4: explicando a hipnose

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Caros amigos leitores, atendendo a pedidos, estarei nestes próximos posts trabalhando novamente o assunto que postei há alguns meses. Infelizmente, ou felizmente, não sei ao certo,  o texto ficou extenso e o trabalho hercúleo, porém acho que com algum paciencia, voce leitor, terá uma agradável leitura e creio qe entenderá alguma coisa que talvez tenha dúvida.


E continuo à disposição para conversar a resepito, e até debater cordial, inteligente e respeitosamente sempre que quiserem. E muito obrigada à atenção prestada.


Uma vez hipnotizada, a pessoa é forçada a obedecer, não importa se o pedido é estranho ou imoral, esta é a forma convencional comum que o senso comum acha do que acontece com o hipnotizado, mas não é verdade. Na verdade, especialistas modernos em hipnose contradizem este conceito em vários pontos-chave. Pessoas em transe hipnótico não são escravas de seus "mestres", elas têm total livre-arbítrio. Além disso, não estão em estado de semi-sono, na verdade, elas estão hiperatentas.


Discutindo-se sobre hipnose há mais de 200 anos, mas a ciência ainda não explicou totalmente como ela realmente funciona. Podemos ver o que uma pessoa faz quando está hipnotizada, mas a razão pela qual faz tais coisas ainda não está clara. Este mistério é apenas uma pequena peça de um enorme quebra-cabeça: como funciona a mente humana. Mas psiquiatras entendem as características gerais da hipnose e têm alguns modelos de como ela funciona. É um estado de transe caracterizado por extrema influência externa, relaxamento e imaginação elevada. Não é exatamente como o sono porque a pessoa fica alerta o tempo todo. É mais parecido com sonhar acordado ou o sentimento de "se perder" em um livro ou filme. A pessoa fica completamente consciente, mas desliga a maioria dos estímulos a seu redor. Fica muito focada no que está próximo, sendo quase incapaz de ter qualquer outro pensamento.


Situações imaginárias podem causar muito medo, tristeza ou alegria e você pode até se sacudir em sua cadeira caso fique surpreso com algo (um monstro vindo da escuridão, por exemplo). Muitos pesquisadores classificam todos estes transes como formas de auto-hipnose. Milton Erickson, o mais importante especialista em hipnotismo do século XX, recomendava que as pessoas se hipnotizassem diariamente, justamente para treinar sua própria mente, entender e assimilar seu próprio conhecimento, e é claro para não cair de bobeira nas mãos de espertalhões, o que até hoje, mais de 200 após o advento deste processo, infelizmente ainda ocorre. Porém, Psiquiatras acreditam que o relaxamento profundo e exercícios de concentração de hipnotismo acalmam e suavizam o consciente, fazendo com que ele fique menos ativo no processo de raciocínio. Neste estado, ainda estamos cientes do que está acontecendo, mas o consciente fica sem importância para o subconsciente. Na prática, isto permite que o hipnotizador e o hipnotizado trabalhem diretamente com o subconsciente. É como se o hipnotismo abrisse um painel de controle dentro do cérebro.


Em hipnoses convencionais, você se aproxima das "ordens" do hipnotizador, ou das suas próprias idéias, como se fossem realidade. Se o hipnotizador sugerir que sua língua inchou e está o dobro do tamanho, você terá esta sensação na boca e pode ter dificuldade para falar. Caso ele diga que você está bebendo um milkshake de chocolate, você sentirá o sabor e também que sua boca e garganta estão esfriando. Se ele disser que você está com medo, você ficará em pânico e começará a suar.


Neste estado mental especial, as pessoas se sentem desinibidas e relaxadas. Aparentemente, isto ocorre porque elas se desligam das preocupações e dúvidas que normalmente restringem suas ações, até que todo o seu pensamento se restrinja ao que está na tela.


Neste estado, você também fica altamente influenciável. É aí que, quando o hipnotizador pede para você fazer algo, você concorda plenamente e é por isso que espetáculos de hipnose são tão interessantes. De repente, adultos sensatos e reservados começam a andar pelo palco cacarejando como galinhas ou cantando na mais alta voz. O medo de sentir-se ridículo some completamente, mas o senso de segurança e moralidade do hipnotizado continua bem estabelecido durante todo o experimento.  Agora, o mais importante, Um hipnotizador não consegue forçar alguém a fazer o que não quer.


A mais influente escola filosófica sobre hipnose diz que esta é uma forma de entrar diretamente no subconsciente de uma pessoa. Normalmente, só estamos cientes dos processos do pensamento em nosso consciente. Conscientemente, pensamos nos problemas que estão bem a nossa frente, escolhemos as palavras quando falamos, tentamos lembrar onde deixamos nossas chaves.


Mas ao fazermos todas estas coisas, o consciente trabalha de mãos dadas com o subconsciente, o inconsciente faz todo o pensamento "nos bastidores". O subconsciente acessa o vasto reservatório de informações que nos permite resolver os problemas, construir frases ou localizar nossas chaves. Junta planos e idéias e os leva para o consciente. Resumindo, o subconsciente é o verdadeiro cérebro que está por trás da operação, é responsável pela maioria de nossos pensamentos e toma muitas decisões.


Existe uma explicação convincente para as brincadeiras e desinibição das pessoas hipnotizadas. O consciente é o principal componente inibidor em nossa constituição, é o responsável em "pisar no freio", enquanto o subconsciente é o lugar da imaginação e impulso. Quando o subconsciente está no controle, nos sentimos mais livres e ficamos mais criativos. O consciente não precisa filtrar tudo.


Esta teoria diz que pessoas hipnotizadas fazem coisas bizarras facilmente, porque o consciente não filtra e confia na informação que recebe. É como se as ordens do hipnotizador viessem diretamente do subconsciente, e não de outra pessoa. A reação a estes impulsos e sugestões vêm automaticamente exatamente como reagiríamos a nossos próprios pensamentos. Além disso, o subconsciente é o depósito de todas as nossas lembranças. Quando hipnotizadas, as pessoas podem conseguir acessar eventos passados que estavam completamente esquecidos. Psiquiatras podem usar a hipnose para resgatar lembranças e resolver problemas pessoais relacionados. Uma vez que nossa mente está em um estado tão influenciável, também é possível criar falsas lembranças. Por este motivo, psiquiatras devem ser extremamente cuidadosos ao explorar o passado de uma pessoa hipnotizada.


Os métodos dos hipnotizadores variam, mas todos dependem de alguns pré-requisitos básicos:


·   a pessoa deve querer ser hipnotizada


·   a pessoa deve acreditar que pode ser hipnotizada


·   conseqüentemente, deve sentir-se confortável e relaxada


Nos shows de hipnose, bem como em demonstrações itinerantes de hipnose nas escolas, a hipnose é usada basicamente para diversão. É uma experiência incrível assistir a alguém tornar pessoas comuns, talvez seus amigos ou familiares, em espetaculares artistas. O poder de influência e imaginação e a redução da inibição fazem da hipnose um espetáculo fantástico.


Mas estas demonstrações não chegam nem perto do que a hipnose é realmente capaz de fazer, todas as ordens dadas pelo hipnotizador são propositalmente fúteis, para assegurar que ninguém fique ferido. O hipnotizador usa seu acesso ao inconsciente apenas para brincar. Hipnose mais profunda usa este acesso para causar mudanças na pessoa.


Céticos modernos têm uma explicação sólida e convincente a respeito deste estado raro. Eles dizem que, na verdade, as pessoas hipnotizadas não estão em estado de transe, elas apenas pensam que estão. Pressão social e a influência do hipnotizador normalmente são suficientes para convencer as pessoas que elas deveriam agir de determinada maneira. Quando estão prestando atenção nas sugestões (ou ordens) do hipnotizador, pensam que devem estar em transe. Seguidores desta teoria acreditam que esta crença já é poderosa o bastante para causar mudanças significativas nas pessoas. Se você pensa que alguém está te forçando a agir de certa forma, você agirá assim. Se pensa que a sugestão hipnótica vai aliviar sua dor, sua mente vai produzir este sentimento.


Partindo deste ponto de vista, um hipnotizador de sucesso não é aquele que consegue alcançar sua mente, mas sim aquele com autoridade e carisma fortes o suficiente para convencê-lo a seguir em frente.


De maneira geral, este fenômeno é conhecido como efeito placebo.


 


mulher acreditando que ritual a curará do demônio

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fenomeno gestaltico

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