segundo alguns familiares, o relato a seguir é de extrema veracidade. Quem sou eu para julgar se o fato é real ou não... Existiu um alcólatra que morava com a mãe idosa e doente. A humildesenhora, embora debilitada, fazia todas as vontades de seu filho, que era um verdadeiro boêmio. De vez em quando, passava uma temporada na prisão por vandalismo e brigas. Mas se não bastasse, o alcólatra ainda batia em sua mãe. Quase todas as noites, embriagado, com o braçodireito, literalmente socava a velha senhora. Os hematomas eram visíveis,mas os vizinhos não faziam nada; o cara era perigoso, poderia até matar alguém.
Um dia, o alcólatra morreu atropelado. Sua mãe por pouco não morre de desgosto. Porém, a humilde senhora, embora fraca e debilitada,sobreviveu, triste.
Cinco anos passaram-se. Os coveiros foram, como de hábito, retirar os restos mortais do alcólatra, para limpar a sepultura. Foi então que veio a surpresa, misturada com repulsa, horror e confusão: todo o corpo do alcólatra apodrecera, exeto uma parte: o braço direito. O mesmo braçocom que ele espancava a mãe, sem remorsos. Este braço, além de não ter apodrecido, estava em posição de ataque, levemente virado para cima.
Dizem que o corpo pode ser dividido pelas forças do além-túmulo. Quando a pessoa desencarna, todo o seu corpo é aceito pela terra. A terra só não irá aceitar determinadas partes, porém isso acontece raramente.
A terra não aceitou o braço que espancava. O braço fora maldito em sua vida terrena.
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