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Relatos

Medalhão com símbolo da Maçonaria.


Conde Cagliostro

Enviado por Conde Cagliostro em 7 de Maio de 2007. Escreva para o autor


Medalhão roubado de cadáver traz má sorte por onde passa. Uma história curiosa chamou a atenção da polícia do Estado da Paraíba neste mês de abril, depois que um cordão de ouro com um medalhão com um símbolo da Maçonaria foi roubado de um cadáver. Segundo o delegado do Goe (Grupo de Operações Especiais) Ildemar Rodrigues, após o roubo do objeto, que há mais de 10 anos estava com o verdadeiro dono, uma série de coisas estranhas aconteceram às pessoas que se apoderaram do cordão, avaliado em cerca de R$ 5 mil. O medalhão, que pode ser considerado no mínimo misterioso, era de propridade do maçom e empresário paraibano Jonas de Deus Xavier, que trabalhava no setor de hotelaria e no início do mês de abril morreu numa capotagem na BR-230, nas proximidades do município de Cajá, quando vinha de Campina Grande para a Capital paraibana. Na ocasião, quando a vítima teria morrido de um infarto fulminante e não em decorrência do acidente, o cordão que estava em seu pescoço desapareceu desencadeando uma investigação policial a pedido da família do empresário e sob determinação da Secretaria de Segurança para descobrir seu paradeiro. "A própria polícia passou a ser alvo de investigação depois que a filha do empresário procurou o cordão já que ele não foi entregue à família junto com os objetos pessoais devolvidos. A Polícia Civil, o patrulhamento da PRF e o pessoal do rabecão passaram a ser suspeitos do roubo e então o Goe foi acionado", explicou Ildemar Rodrigues. De acordo com o delegado, o paradeiro do medalhão só foi descoberto depois que os moradores da região do acidente apontaram ter visto um homem chamado José do Vale, conhecido como Ninho, mexendo no corpo do empresário após a capotagem. O acusado foi localizado pela polícia e confessou o roubo do cordão, afirmando ter colocado o objeto no bolso, motivo pelo qual teria ficado imediatamente com uma dor na perna que se estendeu por todo o corpo e que só cedeu após a visita a uma rezadeira. Ao chegar no local, também visitado pela polícia, José do Vale recebeu o diagnóstico de Maria Rezadeira. Segundo a mulher, que se negou a tocar no cordão, o medalhão se tratava de um forte símbolo do Rei Salomão e deveria ser devolvido ao dono ou resultaria na morte de José do Vale. Posteriormente, o objeto foi levado pela mãe de José do Vale, tendo o rapaz só voltado ao normal três dias após a reza. "Com a mãe não aconteceu nada. Ela disse ter o corpo fechado. Mas ao invés de entregar o cordão à polícia, a mulher o jogou dentro da cabine do carro que vitimou o marçom e havia sido levado para um ferro velho", contou o policial civil. Num local de desmanche de carros, o medalhão teria chegado às mãos de José Vidal de Negreiros, que, de acordo com o policial, além de ter ficado com o rosto inchado teve o carro que dirigia incendiado misteriosamente. O objeto depois foi vendido para um homem chamado Sandro. Este último receptor afirmou à polícia que tudo passou a dar errado em sua vida após a aquisição. Finalmente o medalhão misterioso foi devolvido à filha do empresário e seis pessoas foram indiciadas. "Tem gente que vai responder por roubo, por receptação, falso testemunho e por ter acusado a polícia. A verdade é que fatos estranhos aconteceram devido o cordão", afirmou o delegado do Goe, dizendo acreditar que o espírito do maçom era apegado ao objeto e ficou insatisfeito com o destino dele. Os policiais que investigaram o paradeiro do medalhão ficaram impressionados com a história.

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