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Relatos

O Museu


Eugenia

Enviado por Eugenia em 19 de Abril de 2008. Escreva para o autor


Há uns meses atrás eu fui visitar uma exposição cultural num antigo Museu. Era sobre historia e moda. A exposição que ocorria naquele local e era temporária. Levei minha câmera fotográfica digital para tirar fotos das roupas antigas, pois era permitido. Para não "abusar", usei a câmera sempre com o flash desligado.

O prédio onde se instala o museu foi a casa de uma antiga família nobre no final do século XIV. Transformaram-na num museu. Fiquei sabendo disso depois. Desde o momento em que eu subia a escadaria que dá para a entrada do Museu eu reparei o odor forte de mofo de umidade. Após eu fotografar as roupas em exposição, resolvi entrar nas outras salas para ver as exposições das antiguidades históricas.

Mas já estava quase na hora de fechar o Museu e surge um senhor idoso, baixo, de uns 80 anos e mau-humorado, vestindo um tipo de uniforme de guarda que me disse: "fecha às dezoito, já vai fechar". Saiu andando. Eu então me apressei, embora tivesse muita curiosidade em continuar, então eu achei melhor ir embora e voltar no dia seguinte. Na porta de saída, o velho que me alertou do horário olhava no relógio parado, e eu dei um "tchau" e ele não respondeu.

No dia seguinte, eu me aprontei e voltei ao Museu, mas umas 3 horas antes da hora que fechava. A câmera fotográfica ainda estava dentro da minha bolsa. Quando cheguei à porta eu vi um homem de uns 50 anos, negro, com uniforme de guarda. Cumprimentou-me simpático, eu perguntei se ele era o guarda, ele respondeu "sim".

Antecipo-me relatando que eu andei por todo o prédio, observei as salas dos funcionários, até no pátio eu andei e não vi aquele senhor que me disse para eu ir embora no dia anterior. Só um detalhe meio esquisito. Logo que cheguei usei o banheiro. Notei que era todo reformado, mas em certas partes, no alto, não havia reforma e dava para ver como devia ser antes: feito todo de pedra, enegrecidas pelo tempo, com mofo. Era um aspecto horrível contrastando com aquele enorme banheiro todo novo.

Eu caminhei andar por andar do prédio. Fotografei alguns objetos antigos, mas sem o uso de flash. Quando eu estava numa das salas, um funcionário simpático estava saindo de uma outra sala e perguntou-me se eu estava achando interessante. Respondi que sim e ele me contou que tem respeito pelo passado. Eu falei que tinha achado o lugar meio sombrio e se ele não sentia um tipo de calafrio e ele logo falou que havia acontecido muitas tragédias naquele lugar antes do museu se instalar. Fiquei pasma. Uma das filhas do casal havia morrido de repente, em plena mocidade. O dono da antiga casa havia falecido após uma cirurgia mal-sucedida. A sua esposa inconformada com a morte, era muito apegada ao marido falecido, cometeu suicídio no porão daquele lugar.

Achei muito bizarra a história, já estava indo embora resolvi olhar da janela do segundo andar, avistei um porão velho com portas e janelas lacradas, vidraças quebradas, todo podre o material daquela parte. Fui olhar, claro, por causa que o funcionário contou sobre o que havia ocorrido no porão. Era feio e bizarro, e resolvi voltar a realidade e rir dos meus pensamentos fantasiosos que acabam enfeitando mais e até da atitude de ir espiar da janela se via algum porão.

Voltando para casa, sucederam-se fatos muito estranhos mesmo. Primeiro, corri para descarregar as fotos no computador, a câmera acendia o LED e apagava dando sinal de ter fim de baterias. Então fui buscar pilhas que eu tinha recarregado há 2 dias mais ou menos, e botei na câmera. Deu a mesma mensagem. Eu achei estranhíssimo, pois jamais tinha acontecido isso desde 2004 quando eu a comprei. Sempre dava sinal de bateria fraca, mas sempre dava tempo de ao menos ver no visor as fotos, ou qualquer ação que fosse. Avisava um pouco antes de acabar definitivamente. E não funcionou as pilhas recarregadas. Busquei outras e coloquei no carregador. Esqueci do assunto, só lembrei qdo fui ao quarto e vi o carregador na tomada. Então botei na câmera e nem acendeu o LED dessa vez.

Fiquei tão intrigada com os acontecimentos estranhos que saí na mesma hora e fui no supermercado comprar pilhas alcalinas novas. Enquanto descia para sair do prédio, o elevador parou num andar, depois desceu um pouco e parou de novo na metade. Apertei o botão para descer e desceu normalmente. Bom, sai e adquiri as pilhas e voltei correndo para casa. Coloquei na câmera e pasmem, não funcionou. Abri o compartimento das pilhas, estava dando contato, e eu enquanto testava de novo, a câmera ligou, deu uma mensagem muito estranha rapidamente que nem consegui ler, e abriu no visor uma luz toda rosa. Mexi nos botões da câmera e não adiantou, ficou travada aquela luz rosa e um zunido saindo da parte do áudio, estranhíssimo. Nunca havia acontecido aquilo antes, principalmente aquele visor rosa travado que não desligava e o zunido parecia um tipo de assobio.
Tirei as pilhas e guardei a câmera. Já era tarde, resolvi que no dia seguinte iria tentar novamente, com outras pilhas.

No dia seguinte, coloquei pilhas diferentes e ligava a câmera e apagava. Então fiquei com raiva de tanto que tinha feito para fazer funcionar que bati a câmera contra a mesa e a câmera ligou normalmente em seguida. Visualizei as fotos, não apareceu nada de estranho nas imagens, deletei o que estava na memória da câmera.

Porém, depois que descarreguei, continuaram a acontecer algumas coisas muito estranhas. Umas portas se abrindo sozinhas, eu acordava no meio da noite lavada em suor e sentia o mesmo cheiro das escadas mofadas do Museu. É de arrepiar, acordar e só ligar o fato ao museu por sentir no corpo aquele cheiro (e eu sou super asseada, nunca ficaria com mau-cheiro após tomar banho, como sempre faço antes de dormir à noite).

O cachorrinho manso da minha amiga passou a me estranhar. Ficava louco olhando para mim, rosnava, latia e se escondia com o corpinho tremendo sem parar.

Então eu decidi apagar as fotos. Deletei-as definitivamente. Coincidência ou não (o que é mais provável) nunca mais aconteceram coisas estranhas depois de deletar tudo.

Podem não acreditar, mas esses fatos são reais. Minha câmera funciona normalmente agora, apenas com pilhas novas. Aquelas do recarregador, que funcionaram até antes de eu ir ao Museu nunca mais prestaram.

Então, respeitem cemitérios, museus, tudo que for ligado aos que se foram, principalmente dos que se foram em situações tragicas...não desrespeitem tirando fotos por bobagens.

O sobrenatural existe mesmo.

2 Comentários para "O Museu". Deixe o seu

  • Lira Paula Lira Paula | 15 de Maio de 2008

    Muito louco, ainda bem q parou.

  • Thaiane Thaiane | 10 de Maio de 2008

    Nossa, que estranho.

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