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Relatos - Enviado dia 15 de Maio de 2008

Caso Ana Lídia



Ana Lídia. O que fizeram com você, menina?

Onze de setembro de 1973 está para a história das maldades humanas como o Natal está para aquilo que nos sobra de bom. Muito antes de abalar o mundo, o 11 de setembro feriu de morte o coração da cidade. Uma tragédia daquelas que a gente custa a acreditar arrancou Brasília de sua ilusão de paraíso e a jogou no mundo real. Foi o primeiro grande murro no estômago da ilha da fantasia.

Uma menina de 7 anos, loira, de temperamento sereno, desceu do carro do pai na porta da escola. Foi reencontrada, 22 horas mais tarde, morta, asfixiada, violentada, os cabelos cortados irregularmente a dois centímetros do couro cabeludo. O corpo de Ana Lídia Braga foi enterrado em cova rasa a menos de um quilômetro do colégio.

O país estava afogado pelo período mais cruento da ditadura militar. Sob as ordens do presidente Médici, a imprensa vivia amarrada pela censura, a lista de presos políticos, de exilados, de mortos e de desaparecidos crescia especialmente com os cada vez mais duros ataques do Exército à guerrilha do Araguaia. O apogeu do regime militar.

Brasília era cidade pela metade. Prédios construídos, urbanização precária, largas áreas desabitadas, edifícios públicos planejados, porém não executados. Éramos 650 mil habitantes em todo o Distrito Federal, 69 mil carros, 537 ônibus urbanos, 950 indústrias de pequeno e médio porte. Não havia nenhuma das três pontes: o único acesso ao Lago Sul era pelo Balão do Aeroporto. A Asa Norte era um semi-ermo. Não havia nenhum ponto de ônibus na W-3 Norte e a L-2 Norte tinha recebido asfalto naqueles dias. Autódromo, Estádio e Centro de Convenções estavam sendo construídos. O Parque da Cidade não existia.

Dois dos primeiros suspeitos, o irmão da menina, Álvaro Henrique Braga, e Raimundo Lacerda Duque foram julgados, mas absolvidos por falta de prova. Outros dois suspeitos de pertencerem à mesma gangue de Álvaro e Duque, Alfredo Buzaid Júnior e Eduardo Ribeiro de Rezende (o primeiro, filho do ministro da Justiça da época, e o segundo, filho de um senador), estão mortos.

O Correio encontrou alguns dos principais personagens dessa trágica história, entre eles Álvaro, médico angiologista com consultório no Rio de Janeiro, e Duque, funcionário público aposentado hoje morando em Anápolis. A mãe da menina, Eloyza Rossi Braga, está com 78 anos. O pai, Álvaro Braga, com 85. Os dois moram no Rio de Janeiro e, como explicou a filha, Cristina Elizabeth, 51 anos, por telefone, ‘‘a família não tem nada a declarar sobre o assunto’’.

O crime está prescrito, mas a dor e o mistério resistem a todos os efeitos do tempo. Quem defendia os réus continua defendendo-os, quem os acusava, idem. As falhas da investigação, a censura que impediu a divulgação do caso durante algum tempo, o envolvimento de gente influente, tudo levou o assassino (o esperma encontrado no corpo da menina era de uma só pessoa) e os demais envolvidos à impunidade.

Ana Lídia é hoje a santa pagã de Brasília, a quem se atribui milagres, a quem se recorre para aliviar os muitos tormentos da vida. É nome de parque, é marca cruenta da insanidade humana.

EU LUTO PELA JUSTIÇA ASSIM COMO ESPERAMOS PELA SOLUÇÃO DO CASO ISABELLA NARDONI.



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