Visitante

Olá visitante. Cadastre-se | Entre | Esqueci minha senha

OK Esqueci minha senha


Você está em: Sobrenatural.Org -> Relatos -> Sexta sinistra


Relatos - Enviado dia 23 de Setembro de 2009

Sexta sinistra


* Conteúdo ainda não verificado pelo site Sobrenatural.Org, assim, não garantimos o conteúdo escrito nem a qualidade ortográfica da informação. Pedimos para os usuários que se copiarem informações de outros sites, cite e link para a fonte, mas muitas vezes não fazem. Se a informação é de sua autoria, nos comunique para colocarmos os devidos créditos. Outros problemas, entre em contato.


  Olá, pessoal. Este é o meu primeiro relato no site e espero que apreciem. Algumas pessoas buscam o sobrenatural por curiosidade, outros para entenderem a si mesmos, como é o meu caso. Nunca fui atrás, simplesmente o sobrenatural veio até mim desde criança. Algumas pessoas nascem “fadadas” a viver entre dois mundos, por alguma razão que somente o sabe a sabedoria do Universo.Tenho particular interesse por “licantropia”, pelo fato de ter tido três possíveis contatos com seres comumente conhecidos pelo dito popular como “lobisomens”. Algumas pessoas passam a vida sem ter um único contato e eu tive (sabe-se lá Deus porquê) por três vezes!
A primeira vez aconteceu em Janeiro de 1984 na cidade de Ubatuba, na época eu tinha 14 para 15 anos e me encontrava de férias na casa de uma tia nas proximidades da estrada Rio-Santos. Lembro-me que era uma sexta-feira muito abafada e estávamos apenas eu e um primo na casa. Fomos um dia antes de nossa família e se soubesse o que passaria durante a noite naquela casa jamais teria ido.
Sempre gostei muito de cinema e fiquei até as tantas da madrugada assistindo TV enquanto meu primo dormiu cedo para irmos para a praia de manhã. Lembro que passou um filme chamado “Houve uma vez um verão” (The Summer of 42), em uma sessão de filmes legendados que passava toda sexta-feira de madrugada na Globo.
Já perto do meio para o final do filme comecei a ouvir imenso estardalhaço de cães atacando alguma coisa nas redondezas (na época o loteamento era novo e havia quase casa nenhuma, uma ruazinha de terra e tudo cercado de mato!). Quando fui deitar no meu quarto o pesadelo começou, o imenso alarido se aproximou da casa!
Quando percebi o som vinha da frente da casa, era um rosnado muito feio que eu nunca havia ouvido antes misturado com o som dos cães atacando. No mesmo instante senti meu sangue gelar nas veias e minhas pernas amolecerem, não conseguia sair do lugar. Lembrei de um relato de minha avó, ocorrido em S. Bento do Sapucaí quando ela era jovem, e agora estava acontecendo comigo! Da mesma maneira que ela havia descrito!
O pior foi quando ouvi barulho no portãozinho de madeira da frente da casa e o som se aproximar.
O que estava lá fora começou a forçar e arranhar a porta da frente parecia desesperado querendo entrar!
Um cheiro pestilento e muito fedido se instalou no ar, cheiro de coisa suja. De repente foi a janela lateral que agora era forçada, e os cães continuavam a latir muito na frente da casa.
Essa casa tinha um corredor lateral que dava acesso a uma garagem e um muro nos fundos que fazia divisa com um matagal extremo. Os rosnados eram horrorosos! Eu e meu primo não sabíamos o que fazer estávamos desarmados, sozinhos e cercados dentro de uma casa por alguma coisa que desconhecíamos e nos pegou de surpresa, quando éramos jovens e estávamos pensando apenas em nos divertir na praia.
Foi quando ouvimos o estranho som nos fundos da casa e depois um barulho no matagal. Um instante depois se ouviu um uivo pavoroso que mais parecia um lamento profundo. O som foi se tornando mais distante e os cães saíram da frente da casa. Eu e meu primo passamos o restante da madrugada acordados e com os olhos esbugalhados um olhando para a cara do outro. Nosso pavor foi tanto que sequer tivemos coragem de tentar olhar o que era. Quando nossos familiares chegaram contamos o acontecido e ninguém nos levou a sério. Disseram que devia se tratar de alguma cadela no cio e cães brigando. E deu-se por encerrado o assunto.
Vasculhamos os arredores da casa no dia seguinte e encontramos sangue, alguns tufos de pelo acinzentado e grosso e algo parecido com lascas de unha!
Nunca soubemos ao certo o que foi aquilo, mas pelo uivo pavoroso que ouvimos nos fundos da casa, julgamos ser o tal “lobisomem” que nossas avós sempre contavam pela similaridade dos acontecimentos.
Depois disso eu e esse primo fomos nos distanciando e nunca mais tocamos no assunto um para o outro, talvez por vergonha de nossa própria covardia ante esse fato tão inesperado. Não sei, mas depois disso nunca mais fomos os mesmos e eu fui mais umas duas vezes na vida nessa casa. Nunca mais me senti à vontade ou seguro por lá. Não acredito que quisesse nos fazer mal, acho que queria desesperadamente livrar-se dos cães, mas foi a sexta-feira mais sinistra da minha vida.



Avalie Comente Marque como Favorito Recomende

Opiniões

2 Comentário(s).

Mostrando Opiniões
  • marcio

    marcio | 13 de Março de 2010 | Escreva para o autor do comentário

    0 leitores gostaram da opinião | 0 reprovaram a opinião

    E as outras duas historias,posta ai!no site!

    Gostei desta opinião | Opinião reprovada


    Responder este comentário
  • Grilletto

    Grilletto | 23 de Setembro de 2009 | Escreva para o autor do comentário

    1 leitores gostaram da opinião | 0 reprovaram a opinião

    Visite Minha Página! | Adicionar como Usuário que me Identifiquei | Enviar um Recado

    Queria deixar aqui expresso, que tenho uma ética pessoal de contar casos estranhos ocorridos em minha vida com uma veracidade pura e simples, sem floreios ou rodeios de como os fatos ocorreram. Ninguem é obrigado a acreditar e respeito as opiniões que vierem. Sou uma pessoa séria e apenas busco respostas. Desde esse ocorrido (e outros dois posteriores) passei a buscar uma resposta sensata e até científica para o caso dos "licantropós" ou "lobisomens". Encontrei as mais variadas explicações e respostas, mas as dúvidas ainda persistem.
    A resposta que mais chegou perto e minha aceitação foi a dos espiritualistas em geral. Que tratam-se de espíritos envoltos em ectoplasma, portanto materializados e visiveis a qualquer um! Esses espíritos podem ser tanto de um encarnado, quanto de um desencarnado com anseios e impulsos selvagens reprimidos e ocultos em sua alma, que uma vez liberta toma essa forma bizarra no astral.
    Ouvi isso tanto de kardecistas, quanto de espiritualistas em geral. Inclusive o monge Eliphas Leví tbm descreve a situação dessa mesma forma no livro "Dogma e Ritual de Alta Magia".

    Gostei desta opinião | Opinião reprovada


    Responder este comentário




Comente

Somente usuários logados podem enviar opiniões...

Você já é um usuário cadastrado no site Sobrenatural.Org? Se sim, faça seu login abaixo. Caso contrário, clique aqui para efetuar o cadastro.

QUEM ENVIOU ESTE CONTEÚDO:

Grilletto

Grilletto

Sou uma pessoa que vive entre a ciência e o fantástico. Um eterno buscador de respostas...


NOSSO BLOG



PUBLICIDADE

PRODUTOS DA LOJA SOBRENATURAL

DIRETO AO ASSUNTO

NOVIDADES DA LOJA SOBRENATURAL


INTERATIVAIDADE